Sei que não costumo muito escrever aqui, e mesmo quando escrevo são sempre poucas palavras. Mas hoje, creio que não sejam poucas.
Hoje fomos levar a nossa pequena minnie pra pular carnaval em uma matinê em um clube aqui da cidade. Estávamos empolgadas desde o inicio do feriado de carnaval por que esse era o único dia para podermos leva-la.
Arrumamo-nos, ficamos todas pomposas, cheirosas e a pequena mais linda que nunca. Nossa pequena minnie linda a mais linda de todas.
Chegamos lá, compramos espumas, dançamos lá fora antes de o salão abrir, tudo muito divertido com a espera de abrirem logo. Demorou um pouco mais que o previsto, mas tudo bem estava uma delicia, pois nós três somos as nossas próprias alegrias.
Abriu o salão e entramos as primeiras pipocas da festinha. Mas também era a nossa primeira matinê.
Comecei a dançar a pequena, ela ria e se divertia, não gostou muito quando jogamos a espuma nela, pediu pra limpa-la. Mas dava risada quando jogávamos uma na outra.
O salão começou a encher, fui ficando feliz, pois a Clarinha teria bastantes crianças pra brincar.
Então uma fadinha foi chegando pertinho dela pra brincar, a Eri pegou a espuma e jogou para o ar assim caiu como neve as duas olharam e riam bastante, foi um sorriso lindo das duas.
Mas ai começa o meu final de festa.
PRECONCEITO
Minnie e Fadinha estavam se deliciando com a espuma e começando a fazer contato pra brincar.
Mas ai chega o avô da fadinha olha pra mim (Camila), olha pra Erieli e assim também olha pra nossa Minnie, puxa a fadinha e diz pra ela ir com ele porque a espuma iria estragar a fantasia dela. Fiz de conta que acreditei, ou então na hora quis mesmo acreditar que ele achava mesmo que a espuma estragaria a fantasia. Mas eu não sei disfarçar meus ânimos nem mesmo meus sentimentos, sou uma tonta mesmo. Calei-me e fiquei sentada em uma mesa olhando a Clarinha e a Eri dançar, mas é estranho como as crianças sentem as coisas, a Clarinha logo começou a desanimar.
Uma banda começou a tocar e as crianças começaram a ir pra frente do palco, fomos para lá também. Peguei a pequena no colo e decidi esquecer o ocorrido.
Pula daqui, pula dali, dança pra cá, dança pra lá. E lá estava eu me animando novamente.
Foi quando vi o avô da fadinha besuntando-a de espuma a fadinha se divertindo, ai pra mim acabou tudo, perdi o chão e falei pra Erieli, a Clarinha abriu a boca de sono e decidimos vir embora.
Mas no caminho de volta decidimos que ano que vem estaremos em meio a pessoas que nos respeitam e nos dão valor.
Peço perdão a minha esposa e a minha filha por fazer meus sentimentos interferirem em nosso momento de alegria.
Minha amada e minha filha as amo mais que tudo nesta vida, por nossa família sou capas de tudo, mas não aceito e nem nunca aceitarei que o mundo as façam sofrer.


